quinta-feira, 18.setembro.2014



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Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade

 

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde Profª. Drª. Cássia Maria Buchalla Eduardo Santana de Araujo. A família de classificações internacionais da Organização Mundial de Saúde, fornece um sistema para codificação de uma ampla gama de informações. Nestas classificações utiliza-se uma linguagem comum e padronizada para permitir a comunicação em todo o mundo, entre várias disciplinas e ciências. Atualmente, as condições de saúde são classificadas principalmente pela Classificação Internacional de Doenças, Décima Revisão (CID-10). A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), assim como a CID-10, pertence à família das classificações internacionais desenvolvidas pela Organização Mundial de Saúde para aplicação em vários aspectos distintos. Trata-se de uma revisão da International Classification of Impairments, Disabilities and Handcaps (ICIDH), que foi lançada pela Organização Mundial de Saúde em 1980 para fins de pesquisa. A tradução da ICIDH foi feita em Portugal e ficou conhecida no Brasil como “Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens (CIDID)”. Em 1993, a ICIDH sofreu uma revisão, sendo lançada a ICIDH-2. Em 2001, numa nova revisão, a Organização Mundial de Saúde, em sua 54ª. assembléia, aprovou a atual CIF e recomendou seu uso para os países membros através da resolução WHA54.21. Nesta última revisão, a classificação deixou de ser uma classificação da conseqüência de doenças para transformar-se num instrumento de componentes de saúde capazes de identificar, de maneira global, o que constitui a saúde, representando uma mudança de paradigma para se pensar e trabalhar a deficiência e a incapacidade, sendo um veículo para avaliação do estado de saúde e da qualidade de vida. A CIF assume uma posição neutra em relação à etiologia, de modo que os pesquisadores podem desenvolver inferências causais utilizando métodos e técnicas adequados. Segundo o modelo da CIF, a incapacidade é resultante da interação entre a disfunção, a limitação das atividades, a limitação da participação social e dos fatores ambientais. Duas pessoas com a mesma doença podem ter níveis funcionais diferentes, assim como duas pessoas com o mesmo nível funcional não têm, necessariamente, a mesma doença. O objetivo geral da CIF é proporcionar uma linguagem unificada para descrever os estados relacionados à saúde. Os capítulos contidos na CIF são descritos com base na perspectiva do corpo, do indivíduo e da sociedade, em três listas básicas: (1)Funções e Estruturas do corpo; (2)Atividades e Participação e (3)Fatores Ambientais. A CID não contempla o grau da incapacidade, nem seu impacto sobre as atividades funcionais do indivíduo. A utilização da CIF em hospitais e em outros serviços de saúde, é capaz de possibilitar um melhor entendimento do quadro funcional dos pacientes, além de ajudar a diminuir custos por fornecer um esquema de codificação para os sistemas de informação em saúde. A utilização de um sistema codificado melhora a organização das informações, tornando possível o estabelecimento de uma linguagem comum para a descrição dos estados relacionados à saúde, melhorando a comunicação entre os diferentes profissionais de saúde e elaboradores das políticas administrativas. Com esse instrumento, os profissionais das áreas de saúde poderão registrar a incapacidade e a desvantagem que a pessoa tem na sociedade, o impacto da deficiência em seu meio ambiente, sua limitação de movimento, preconceitos que vivência em função de sua deficiência, mostrar a estrutura do corpo que está acometida pela deficiência, registrar o grau de atividade, participação social, os fenômenos ambientais envolvidos e a necessidade de intervenção e tecnologia assistida.

Referência bibliográficas:
• Organização Mundial de Saúde / Organização Panamericana de Saúde. CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: Universidade de São Paulo; 2003. • BUCHALLA, Cássia M.. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Revista Sentidos, ano 02, nº17. 2003. • Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em Português da USP. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. 1ª edição. 2004 • DMR do Hospital das Clínicas da FMUSP. Medida de Independência Funcional (MIF para adultos) Versão Brasileira. 2005• KENDALL,Henry Otis. Músculos - Provas e Funções. 4ª edição.1995 SULLIVAN, Susan. Fisioterapia - aval

 

Fonte :: Vide referências bibliográficas, seguida da matéria.....

 



 

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